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terça-feira, 18 de outubro de 2016

PF investiga fraudes no imposto de renda da banda Aviões do Forró


A Polícia Federal, em ação conjunta com a Receita Federal, deflagrou nesta manhã (18) a Operação For All contra fraudes no imposto de renda cometidas pelo grupo empresarial Aviões do Forró, atuante no ramo do entretenimento e responsável por famosas bandas de forró e casas de show no estado do Ceará.

Cerca de 260 policiais federais e 35 auditores estão cumprindo 76 mandados judiciais, sendo 32 de condução coercitiva e 44 de busca e apreensão nas cidades de Fortaleza (CE), Russas (CE) e Souza (PB). A Justiça Federal também decretou o bloqueio de imóveis e a apreensão de veículos pertencentes a pessoas ligadas ao grupo.O grupo ainda adquiria bens, como veículos e imóveis, sem declarar ao Fisco. Foram encontradas divergências sobre valores pagos a título de distribuição de lucros e dividendos, movimentações bancárias incompatíveis com os rendimentos declarados, pagamentos elevados em espécie, além das diversas variações patrimoniais a descoberto.No decorrer da investigação, foram identificados indícios de lavagem de capitais, falsidade ideológica e associação criminosa.As medidas judiciais cumpridas hoje pela Polícia Federal têm por finalidade buscar a responsabilização das pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo empresarial e possibilitar que Receita Federal se municie de elementos suficientes permitindo uma real avaliação dos possíveis tributos sonegados.O nome “FOR ALL” faz referência à expressão da língua inglesa “for all” (para todos). Há notícias de que no início do século XX, engenheiros britânicos instalados em Pernambuco para construir uma ferrovia, promoviam bailes abertos ao público (for all). Assim, o termo passaria a ser pronunciado "forró" pelos nordestinos. O nome da operação veio dessa origem popular da palavra Forró, principal ramo de atividade do grupo investigado.


De acordo com o jornal Estadão, há mandados judiciais contra os cantores Solange Almeida e José Alexandre, o Xand.
De acordo com a PF, há indícios de que os integrantes da organização procuravam eximir-se da cobrança de tributos fornecendo dados falsos ou omitindo dados relevantes em suas declarações de imposto de renda pessoa física e jurídica.
Fonte: nominuto.com

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